Veículo elétrico e sua história

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Atualmente, a discussão sobre veículos acionados por motores elétricos é destaque em praticamente todos os eventos do setor automotivo. A história recente dos VE começou no final do século XX, através de iniciativas independentes no Japão, na França e nos EUA, especialmente no estado da Califórnia.

Na época, foram fabricados VE a bateria, que usam a energia da rede elétrica e modelos chamados híbridos, nos quais a energia elétrica é gerada a bordo por um motor-gerador, acionado a gasolina.

Esses carros aproveitaram tecnologias de baterias desenvolvidas para celulares e lap-tops e ao longo do tempo incorporaram avanços da eletrônica, que permitiram a introdução de novidades como o freio regenerativo, onde ao frear, o motor elétrico é convertido em um gerador que oferece a resistência para parar o veículo enquanto gera e armazena energia em baterias.

Como consequência, esses VE se mostraram mais eficientes que os convencionais equivalentes, além de serem de baixa emissão de poluentes, mais silenciosos, confortáveis e duráveis.

A novidade foi bem aceita pelo mercado e a venda dos híbridos, saltou de 19 mil em 1998 para quase um milhão em 2010, pois os consumidores se identificaram com essa categoria de veículos abastecidos da forma tradicional. A evolução das vendas dos carros a bateria foi mais lenta, no aguardo por baterias mais adequadas e com menores preços, o que vem ocorrendo nos últimos anos com tendências a aumentar.

Além deles, começou a ser fabricada uma variante do carro híbrido com baterias que podem ser carregadas a partir da rede elétrica, o suficiente para percursos curtos e que utilizam combustível para percorrer distâncias maiores.

A penetração dos VE no mercado enfrenta desafios comuns à implantação de qualquer nova tecnologia, quando não há escala de produção dos carros e dos seus componentes. Ações de governos sobre o tema variam de país para país e de cidade para cidade e foram cruciais para incentivar estudos e estabelecer diretrizes que orientaram desenvolvimentos recentes.

Dos 5 bilhões de carros do mundo, cerca de 3 milhões são elétricos. A proporção ainda é pequena, mas o crescimento é bastante acelerado e a quantidade existente já é suficiente para antecipar uma nova tendência de acionamento que será massificada no futuro. A competição entre as montadoras acaba gerando soluções de mercado para superar essas dificuldades.

Mas a plena utilização dos carros elétricos suscita diversas novas questões na economia brasileira, como, de que forma preparar a indústria para suprir as novas auto-peças? Que novos negócios vão surgir? Qual o efeito da nova demanda nas redes elétricas? Possibilidade dos VE estacionados (90% do tempo) “devolverem” a energia armazenada, por curtos períodos, em apoio à qualidade local da rede elétrica? Quais as tarifas para incentivar as cargas das baterias fora das horas de maior demanda do mercado?

Por esse motivo o TEC-VE 2011 ganha ainda mais importância, ao promover o debate sobre este tema, algo vital para consolidar a adoção dos veículos elétricos e o posicionamento da indústria automobilística nacional entre as lideranças mundiais do setor neste novo mercado.